Dúvida, Descrença ou acha que caiu do céu!

Mas a dúvida é a seguinte: a Metafísica está apoiada na idéia de que tudo o que nos acontece fora é um reflexo do que está dentro da gente. Porém, tenho observado a vida de muitas pessoas a minha volta e às vezes me parece que o oposto acontece:

Um fato externo impulsionando uma mudança de crença e atitude. É o caso de uma amiga que estava em uma relação onde era bastante desvalorizada, ou melhor, ela se desvalorizava. Porém, de um dia para o outro conheceu uma pessoa que a tratou feito uma rainha e, desde então, sua auto-estima deu um salto. Fiquei com esta dúvida, porque sei que esta moça não investe em seu autoconhecimento, ela vive a vida sem se questionar muito, então não consigo entender como poderia ter havido uma mudança de crenças que a fizesse atrair uma situação tão favorável.

Segundo a Metafísica atual, não apenas “tudo o que nos acontece fora é um reflexo do que está dentro da gente”, mas a coisa é ainda maior: construímos os fatos, materializamos ou desmaterializamos os acontecimentos, atraímos ou abortamos situações, aceitamos ou adiamos experiências necessárias – tudo isso unicamente dentro dos limites da nossa própria vida.

E convivemos, e interagimos com os outros – que estão fazendo o mesmo em suas vidas – cada um de nós mais ou menos aberto e receptivo a determinados assuntos, com um maior ou menor grau de confiança e disposição para assumir riscos e aceitar mudanças em determinadas áreas, exercendo e recebendo influências que podem resultar em prazer ou dor.

 Cada um de nós criando os próprios resultados seja por meio da iniciativa ou da omissão. Tudo sempre acontecendo numa harmoniosa e perfeita conexão que promove o desenvolvimento de todos, ainda que a aparência seja de caos, desolação ou retrocesso.

Parece muito forte não é? Mas não há nada de morbidez e nem de ingenuidade nessas afirmações.

Ao estudarmos a respeito de “energia”, começamos a compreender a força criadora/destruidora que está em tudo – e que provém, inclusive, dos nossos pensamentos, mesmo daqueles mais fúteis e aparentemente inconseqüentes. Funciona assim: ao pensarmos, provocamos em nós uma sensação, e é a qualidade dessa sensação que vai determinar a qualidade da energia que emitimos. Essa energia, por sua vez, vai estabelecer uma ligação direta e instantânea com energias compatíveis, e assim entramos e saímos de diferentes campos energéticos (que, apenas para efeito didático, vamos classificar como sendo positivos ou negativos). Irradiamos energia o tempo todo – podemos dizer até que, em certos casos, disparamos energia, promovemos verdadeiros bombardeios – conscientes ou não. O fato de não termos consciência da totalidade do nosso poder interior não faz com que ele deixe de atuar.

Quanto mais convicção e constância puserem em um pensamento (que aqui chamamos de crença), mais estaremos remetendo ao nosso inconsciente um “programa”, uma ordem que leva o nosso aval, como se tivesse um carimbo de “CUMPRA-SE”, e as materializações ou desmaterializações partem daí.

Mas por quê, então, às vezes parece tão difícil conseguirmos bons resultados, se já pensamos de uma forma diferente?
Mesmo não entendendo muito de informática e de computadores, sabemos que a instalação de novos programas em determinada máquina pode causar algum tipo de conflito ou incompatibilidade com instalações anteriores – uma pode comprometer, descaracterizar ou mesmo anular a outra – solicitando a reavaliação da importância de instalarmos o novo programa, bem como da real necessidade de mantermos o antigo, muitas vezes exigindo que um seja removido para que o outro possa funcionar. Toda essa tecnologia, que tanto pode fazer com que fiquemos maravilhados, quanto pode causar algumas “dores de cabeça”, é um exemplo eficaz daquilo que acontece dentro de nós.

Quando uma nova crença é incorporada, ela vai fazer conexão (via energia) com outras crenças anteriores – vai somar forças (potencializando a energia), ou vai se confrontar; vai atrair aspectos compatíveis e repelir antagônicos – e assim pode acabar fortalecida ou enfraquecida, sempre dependendo daquilo que já temos dentro de nós, e que pode funcionar como resistência (que, de uma maneira simples, podemos entender como sendo um dispositivo automático, ativado para defender a suposta integridade do nosso “sistema” – segundo nossos próprios valores).

Conexões… conflitos… potenciações… anulações… caramba!!! Quanta coisa acontecendo dentro da gente, determinando por onde irá o nosso destino… Mas, e enquanto isso? A vida pára?

Não, nada pára – nossa criação é contínua e constante. Enquanto novas crenças não entram efetivamente em vigor, continuam valendo as mais fortes dentro de nós, produzindo os efeitos repetitivos que já conhecemos bem (aqueles que consideramos positivos e os que consideramos negativos).

Parece muito estranho, muito louco? É que aqui estamos tratando desse processo de um modo didático, tentando dissecar alguns conceitos passo a passo, mas, na verdade, tudo é ultra dinâmico e acontece muito rápido, a ponto de nem percebermos nossa participação.

Nosso poder de atuação é muito maior do que costumamos avaliar. Crenças favoráveis criam situações favoráveis, crenças limitantes criam situações limitantes. Isso revela o porquê de existirem, na vida de uma mesma pessoa, áreas ricas e férteis, enquanto outras são insatisfatórias ou mesmo miseráveis.

Se até aqui está claro, podemos concluir, conforme a Metafísica atual, que não existe a possibilidade de qualquer coisa nos acontecer sem que tenha partido de nós mesmos – sempre de dentro pra fora.

Mas, e a ajuda? E as bênçãos que revigoram e estimulam? E os presentes da vida, que indicam estarem fazendo o melhor que podemos? Tais coisas não existem?

Não só acreditamos que existem, como já tivemos inúmeras oportunidades de vê-las acontecendo, reais e surpreendentes, no nosso dia-a-dia – e deve ser igual com você, provavelmente.

Mas vale uma observação importante:

atrair e receber ajuda, bênçãos e presentes também depende da nossa energia, que é relativa à nossa postura interior, àquilo em que acreditamos. Mais uma vez, é de dentro pra fora.

 

Namastê

Sandra Helen Trovo/Consultora em desenvolvimento pessoal e profissional.